Nada mais justo
do que utilizar esta pré-crítica a fim de demonstrar o carinho que sinto pela
série “007”, uma vez que, como crítico de Cinema,
jamais tive a oportunidade de fazê-lo, haja visto que nunca havia criticado um
outro filme da saga anteriormente (exceto “007
– Cassino Royale” onde eu realizei um breve comentário sobre o mesmo).
Quando escrevi sobre “Os
Caçadores da Arca Perdida” fiz questão de deixar bem claro
que nunca fui, e continuo não sendo, um grande fã da saga “Indiana Jones”, apesar de reconhecer todos os acertos da mesma. No
mesmo texto mencionei o meu fanatismo incondicional pelas franquias “Guerra nas Estrelas”, “De Volta Para o Futuro” e “007”,
uma vez que, não fosse pelas mesmas, jamais nutriria o amor que hoje em dia
nutro por Cinema e nunca seria capaz de apreciar a filmes de cineastas como Kubrick,
Fellini, Antonioni, Leone, Bergman, Kurosawa, Renoir, Truffaut, Bresson e
muitos outros. Sendo assim, só tenho a agradecer à maravilhosa saga “007”
e, mesmo que este 22° episódio da mesma tenha se revelado um dos piores filmes
de toda a franquia, é uma honra incontestável poder criticá-lo durante a época
de seu lançamento nos cinemas. Vamos à análise então.
“Max Payne” era um dos jogos de computador mais populares durante a época em que “Grand Theft Auto – Vice City” liderava os rankings de vendas mundiais, sendo assim, era mais do que óbvio que muito em breve teríamos uma obra cinematográfica baseada no game para PC. Diferentemente das demais obras do gênero, que confesso só não passar longe por motivos profissionais, nutria alguma expectativa de que este longa, dirigido por John Moore, fosse, ao menos, um interessante filme de entretenimento. Ledo engano. Além de chato, arrastado e cansativo (confesso que fiz um grande esforço para não cair no sono durante a sessão), “Max Payne”, seguindo a contra-mão do jogo que lhe inspirou, não se mostra nem um pouco inovador, muito pelo contrário, é plágio descarado de muitas outras obras cinematográficas produzidas entre os anos 80 e 90, conforme o leitor poderá constatar na crítica infra.
Eu sei que este
será o típico comentário de um indivíduo que acabara de falhar na tentativa de
ter uma ereção com uma mulher entre quatro paredes, mas é justamente o que
estou sentindo no exato momento, estou com aquela incômoda sensação de que
“isto nunca me aconteceu antes”. “___Isto
o quê?”. Pergunta-me o leitor. A falta de inspiração em escrever um texto a
respeito do filme que acabei de assistir. Posso ter inúmeras falhas como
crítico de Cinema, mas creio que do mal da falta de inspiração não sofro. Independentemente
do que penso sobre uma determinada obra cinematográfica, no que diz respeito à
qualidade da mesma, sempre encontro o mínimo de inspiração necessária a fim de
escrever sobre esta, fato que não ocorreu comigo logo após o término deste “Busca Implacável”. O que falar de um
filme que, a meu ver, não fede e não cheira (na verdade cheira um pouco mais do
que fede)? Pois é, encontro-me neste dilema no exato momento, mas enfim, farei
o possível para ilustrar ao leitor a minha opinião sobre o mesmo.
Para todos
aqueles que se dizem fãs de Robert De Niro e Al Pacino, não há nada mais
compensador do que vê-los atuando juntamente, dividindo a mesmíssima cena.
Destarte, todo filme que traga as duas maiores lendas vivas de Hollywood (no que diz respeito à profissão
de ator, é claro) reunidas merece ser conferido, nem que as únicas qualidades deste
residam na atuação de ambos. Se ainda levarmos em conta que é cada vez mais
raro este tipo de reunião ocorrer (uma vez que, segundo alguns tablóides, De
Niro e Pacino não se simpatizam muito), uma obra que traga como principal
ingrediente esta magistral dupla de atores ganha muitíssimo crédito e torna-se
obrigatória a qualquer um que se diga amante das Artes Cênicas. Em 1.995 os fãs
do (bom) Cinema puderam conferir o desempenho de ambos os atores no ótimo “Fogo Contra Fogo” que, além de nos
brindar com uma magnífica dinâmica desenvolvida pela dupla, possuía um roteiro
muito bom e uma interessante direção de Michael Mann. Infelizmente este “As Duas Faces da Lei” não obteve o mesmo
êxito que o longa da década passada e ficou bem aquém do que podia se esperar
de uma obra protagonizada pela dupla de atores vivos mais fantástica de Hollywood.
Da mesma forma
que não almejava assistir a “Violência
Gratuita” por não gostar nem um pouco do rumo que os filmes de suspense
estão tomando atualmente, também não almejava assistir a este “Super-Heróis – A Liga da Injustiça”
(definitivamente, o título nacional mais ridículo de todos os tempos), pelo
mesmíssimo motivo (com a diferença de que este último diz respeito ao fato de
eu detestar os filmes de comédia atuais, é claro). Entretanto, o longa de Michael
Haneke me surpreendeu bastante, diferentemente desta bomba de Jason Friedberg e
Aaron Seltzer que se revelou exatamente aquilo que eu esperava que ela fosse:
um lixo fétido e pútrido. Também, o que se poderia esperar de uma obra cujo
título nacional é “Super-Heróis – A Liga
da Injustiça”? A propósito, qual é a congruência do título com a obra em
si, uma vez que o alvo principal do longa não é os filmes de super-heróis? Pois
é, que os títulos nacionais estão cada vez mais ridículos, isso não se tenha
dúvida, agora, os tradutores não precisavam baixar tanto o nível, não
concordam? Enfim, antes o único defeito desta porcaria fosse o título nacional,
ou o título original que seja, ao menos a experiência teria se saído um pouco mais
tolerável do que se saiu.
Não sou um grande fã de filmes sádicos e com teor altíssimo
de violência (em especial quando tal violência pode ser encarada como
“gratuita” ou desnecessária), sendo assim, detesto a maior parte dos filmes de
suspense e horror que alicerçam o seu roteiro nas gigantescas quantias de
sangue derramadas durante o seu desenrolar e é justamente por esta razão que eu
não almejava assistir a este “Violência Gratuita”, uma vez que o fiz
apenas por motivos profissionais. Contudo, não há como negar que o mesmo
se revelou uma grata surpresa (devo dizer que não assisti ao filme original
produzido em 1997). Em primeiro lugar, o longa é realmente tenso e assustador,
em segundo lugar, é um filme narrativamente inovador e está muito além de
baboseiras como “O Albergue” e, em terceiro e último lugar, o mesmo se
revela uma crítica extremamente bem feita ao modo como a violência é vendida a
nós através da Arte (principalmente através da Televisão e do Cinema) e à
maneira como esta “venda” influencia nossas vidas negativamente.
Fugindo um pouco
do convencional, pretendo fazer desta pré-crítica uma espécie de justificativa
para várias das mudanças que passarei a adotar em meus textos a partir de
agora. Comecemos pelo tamanho dos mesmos. As últimas críticas que postei neste
site possuíam, aproximadamente, cerca de 2.000 palavras, tendo como resultado
críticas muito extensas e que, além de tomarem um tempo enorme em meu cotidiano
(já que minha vida está mais atribulada do que nunca, impossibilitando com que
eu possa dedicar-me muito tempo ao Papo Cinema, que é o que eu mais gosto de
fazer), tomam muito tempo também do leitor que, geralmente, não possui
disponibilidade o bastante a fim de ler um texto com mais de 2.000 palavras dissertando sobre um determinado filme. Outra mudança que adotarei a partir de
agora diz respeito às fichas técnicas dos filmes, uma vez que não tenho
encontrado mais tempo para pesquisar o responsável por cada aspecto do longa
(direção, roteiro, elenco, direção de arte, fotografia e etc...), irei
identificar agora apenas os responsáveis pelas principais características de
uma obra cinematográfica, ou seja, diretor, roteirista e elenco. Também realizarei mudanças no que diz respeito ao parágrafo final da crítica, que não mais será um resumo da
mesma. Concluí que, uma vez que meus textos passarão a ter, no máximo, 1.000
palavras, a partir de agora, o leitor não terá necessidade de ler apenas um
resumo da análise, caso não tenha tempo de ler a mesma inteira, uma vez que
1.000 palavras podem, facilmente, ser lidas em cerca de dois minutos e,
convenhamos, 120 segundos de leitura não fazem mal a ninguém. Justificadas às
mudanças, vamos agora à análise deste ótimo, embora falho em alguns aspectos,
filme de horror.
Corro sério
risco, ao criticar o filme em questão, de entrar em total contradição com os
meus princípios profissionais. Como crítico de Cinema, jamais deixei de avaliar
um determinado filme pondo de lado a condição deste como obra de Arte.
Entretanto, não há como negar que Cinema também é entretenimento. Mas mesmo ao
analisar um filme como mero entretenimento, deve-se sempre adotar certos
princípios ao criticá-lo e, dentre estes princípios, um dos mais importantes é
exigir que a obra conte, ao menos, com uma estória bem feita. Ao assistirmos a
“O Procurado” não podemos dizer que a
estória seja das melhores, afinal de contas, a mesma depende de uma vasta gama
de absurdos para funcionar, mas não há como negar que, se a trama não é das
melhores, a abordagem que a mesma realiza em cima de seu protagonista é
fantástica, e só isso, ao menos para mim, já faz com o roteiro deste longa
mereça algum respeito. No mais, a obra também funciona magistralmente como obra
de entretenimento e se revela uma diversão mais do que garantida para os que
optarem por conferi-la nos cinemas.
Creio que pela
milionésima vez em minha vida repito que não sou, e nunca fui, muito menos
pretendo ser, um grande admirador de histórias em quadrinhos. Refletindo
muito ultimamente a respeito disso, cheguei à conclusão de que isto se deva,
talvez, ao fato de o maior representante de tal forma de literatura ser um
personagem politicamente correto demais, além de reavivar o sonho estadunidense
e, é claro, utilizar uma fantasia ridícula, cuja cueca vermelha é posta sobre
uma vestimenta gritantemente azul (quer algo mais americanizado que isso?).
Entretanto, não há como negar que Hellboy, apesar de conter inúmeras falhas e
não chegar aos pés de um Batman, se revela um super-herói muito mais
interessante que o já mencionado Superman. A criatura, de autoria de Mike
Mignola, além de conter uma aparência extremamente grotesca (divergindo do
estereotipo do super-herói bonitão e gostosão) é politicamente incorreta e
possui diversas falhas em seu caráter, fora o fato de ser odiada pelas próprias
pessoas que solicitam a sua ajuda para salvá-las. Isso, é claro, sem mencionar
todo mistério e mitologia que envolvem o passado, o presente, e o futuro do
protagonista da série. Imagine então um material destes, que já conta com
aspectos o suficiente para dar fortes asas à imaginação de seus leitores,
somado à criativa mente do mexicano Guilhermo del Toro que, além de ser o
responsável por obras fantásticas (em todos os sentidos da palavra) como “O Labirinto do Fauno” e “A Espinha do Diabo”, é fã incondicional
de “O Senhor dos Anéis” (tanto que
irá dirigir o prólogo deste: “O Hobbit”)
e também de mitologia nórdica. Pois é, creio que o leitor já deva ter percebido
que, com um roteirista e um diretor como este, “Hellboy II - O Exército Dourado” não poderia deixar de ser um filme
menos do que interessante, correto? Correto, mas com algumas ressalvas,
conforme o leitor poderá conferir logo mais, na crítica do filme.
Estava
completamente atrasado (e ainda estou, diga-se) com relação à publicação das
críticas dos filmes recentes aqui no Papo Cinema em virtude ao tempo que tive
de me dedicar aos textos especiais que estive escrevendo recentemente sobre a
saga “Star Wars”. Uma vez finalizados
tais textos, nada melhor do que ser demasiadamente oportunista e regressar à
sessão “Filmes Recentes” entrando no embalo da saga criada por George Lucas e
escrevendo sobre o mais novo episódio desta, cujo título vem a ser: “Star Wars – The Clone Wars”. Quem leu os
meus textos sobre os demais episódios da franquia deve ter percebido que,
apesar de não conferir nota máxima a nenhum dos filmes, sou fã incondicional
dos mesmos, sendo assim, é praticamente impossível eu ser objetivo, deixar o
lado fanzóide inerte e, por mais que reconheça que este novo episódio contenha
uma infinidade de defeitos, não há como negar o quanto ele conseguiu
cativar-me, a ponto de me fazer sonhar com o mesmo durante esta noite (assisti
ao longa no cinema, no dia 30 de agosto de 2008 às 19hs da noite).