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Filmes Recentes
Speed Racer
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 18-05-2008 22:05

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Estes dias estive pensando na possibilidade de aumentar meus textos de 25 para aproximadamente 35 linhas, podendo atingir um limite de até 40 linhas. Sinceramente, estava considerando minhas críticas muito curtas e nem sempre era capaz de redigir todas as minhas opiniões em um texto tão pequeno quanto os que escrevia outrora. Por este motivo, decidi estendê-los de uma maneira que não ficassem nem extensos e nem breves demais. Se a experiência dará certo, não sei dizer, só sei que farei o possível para tornar minhas análises ainda mais aprofundadas. Quanto ao filme “Speed Racer”, só tenho a dizer que não me satisfez nem um pouco, muito pelo contrário. No entanto, ao menos desta vez farei o possível para não utilizar os diversos clichês que o mesmo possui como base para os comentários negativos que tecerei contra o mesmo.

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O Sonho de Cassandra
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 12-05-2008 23:58

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Estava desesperado para criticar algum filme este final de semana (principalmente porque este espaço virtual está desatualizadíssimo faz um bom tempo), mas com tantas opções (incluindo dois dos maiores blockbusters desta temporada) à vista, qual eu deveria escolher? Pensei bem e optei por assistir ao mais recente filme de um dos meus 10 diretores prediletos, Woody Allen. Para minha surpresa, este “O Sonho de Cassandra”, cuja premissa não fez com que eu me entusiasmasse muito, se revelou o melhor filme do diretor nova-iorquino desde que este lançou o irretocável “Crimes e Pecados”. É verdade que a premissa desta obra já foi utilizada por Allen diversas vezes, mas é incrível notarmos como o mesmo é capaz de inovar a cada filme (e olhe que ele mantém uma média de 1 filme por ano, sendo que a maioria dos cineastas mantém uma meta de 1 filme a cada três ou quatro anos). Além de reflexivos e introspectivos, os filmes do diretor judeu são completamente charmosos e prazerosos de se assistir, tanto os dramas quanto as comédias. Tendo em vista isso, é óbvio que a minha escolha para o fim de semana não poderia ser outra senão “O Sonho de Cassandra”, como o leitor poderá constatar mais abaixo.


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Persépolis
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 15-03-2008 17:51

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Sempre que me deparo com um personagem subversivo em um filme nutro fortes relações com o mesmo. Foi assim com Alexander De Large em “Laranja Mecânica”, Travis Brickle em “Taxi Driver”, Ferris Bueler em “Curtindo a Vida Adoidado” (apesar deste filme não ser nenhuma obra-prima) e, principalmente, Tyler Durden no excepcional “Clube da Luta”. Neste “Persepolis” minha relação com a protagonista Marjane Satrapi não foi muito diferente, principalmente se levarmos em conta que a mesma era comunista em sua infância e início de adolescência e anarco-niilista durante o final de sua adolescência e início da fase adulta. Mas por que estou dizendo tudo isso? Para ser sincero com o caro leitor e para que o mesmo possa perceber o quão subjetiva será a crítica a seguir e, é claro, que em momento algum isto deprecia minha análise, muito pelo contrário, estou fazendo propaganda positiva da mesma.

 

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Elizabeth - A Era de Ouro
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 09-03-2008 21:01

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"...O roteiro se perde em meio a um redemoinho de informações desnecessárias e imerge em um oceano de frivolidades pecando exacerbadamente ao direcionar mais tempo (principalmente em seu início) ao triângulo amoroso formado por Elizabeth, Sir Walter Raleigh e Elizabeth Throckmorton do que aos acontecimentos históricos que realmente marcaram o período mencionado no subtítulo."
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Sangue Negro
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 11-02-2008 12:14

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Certa vez, publiquei um artigo em um blog durante o mês de janeiro onde arriscava meus palpites para os prováveis vencedores do Oscar® 2008. Lembro-me que, neste artigo, havia apostado em “Onde os Fracos Não Têm Vez” como provável vencedor do prêmio de Melhor Filme. Passaram-se alguns dias e, finalmente, pude assistir a todos os filmes que estão concorrendo na categoria principal do Oscar® este ano e cheguei à conclusão de que o longa dos Irmãos Cohen é inovador demais para faturar o prêmio (e sabemos muito bem o quanto a Academia não gosta de filmes inovadores, apesar de reconhecer a ousadia destes conferindo-lhes indicações aos prêmios principais). Foi quando conferi este magnífico “Sangue Negro” que concluí que o vencedor do prêmio principal não seria o longa dos Cohen, mas sim esta obra extraordinária de Paul Thomas Anderson. Em primeiro lugar, o longa inova, isso é fato, mas inova dentro dos padrões da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Em segundo lugar, o filme debate um tema muito adorado por cinéfilos do mundo todo: a ambição humano. Em terceiro e último lugar, o filme se mostra uma experiência muito mais interessante que a obra dos Cohen.


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Os Indomáveis
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 10-02-2008 12:22

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Uma das grandes injustiças do Oscar deste ano parece ter sido a triste esnobada dos membros da Academia em relação a este ótimo “Os Indomáveis” (mais uma vez digo que nada tenho contra títulos nacionais, mas este é mais um exemplo onde o título original seria muito mais condizente com o filme em si) às categorias principais. Filmes como “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez” se revelaram exemplos bem sucedidos (sobretudo o primeiro) da volta dos westerns às telonas, mas vale lembrar que ambos não podem ser considerados necessariamente filmes de ação e/ou aventura, mas sim dramas. Um clássico exemplo contemporâneo de western a lá Sergio Leone e John Ford é este “Os Indomáveis”, um filme de ação que, mesmo com seus defeitos, fica bem acima da média e mostra que o gênero ainda tem muito a oferecer à Sétima Arte.

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Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco de Rua Fleet
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 05-02-2008 23:23

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É no mínimo muito curioso que eu tenha assistido a este “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” minutos após ter comentado em meu artigo sobre “Conduta de Risco” que não se faziam filmes frios, sensível e artisticamente falando, tão bons quanto se faziam antigamente. Menciono isto em virtude à sensação que tive com o término da sessão da nova obra de Tim Burton de que havia assistido a um filme frio, mas sensacional e extremamente cativante. Diferentemente de longas como “Desejo e Reparação” e “Conduta de Risco”, a frieza deste “Sweeney Todd” em momento algum chegou a me incomodar, muito pelo contrário, além de me cativar completamente, a mesma pôde estabelecer um elo fantástico entre mim e os sentimentos doentios de seu protagonista. Aproveitando o ensejo, já que supra citei longas como “Desejo e Reparação” e “Conduta de Risco”, digo que este “Sweeney Todd” se mostra muito superior a ambos e a sua não indicação ao Oscar de Melhor Filme (e até mesmo Melhor Diretor) foi o maior absurdo que a Academia cometeu este ano. Resta-me agora torcer para que o longa ganhe ao menos o Oscar de Melhor Direção de Arte, que certamente irá faturar.



Sinopse: Anos após ter sido julgado culpado por um crime que não cometeu e ver a sua família parcialmente destruída graças à intolerância do Juiz Turpin (Alan Rickman), o barbeiro Benjamim Barker, agora alcunhado de Sweeney Todd (Johnny Depp), retorna a Londres a fim de se vingar de todos aqueles que considera culpado pelo infortúnio ocorrido com ele outrora. Com a sede de vingança cada vez maior, a insanidade cresce à mente de Todd, transformando-o em um frio serial-killer que passa a não medir mais os motivos pelos quais elimina suas vítimas. Contando com a ajuda de uma excêntrica doceira, a Srta. Lovett (Helena Bonhan Carter), Todd se instala no mesmo lugar em que exercia sua função de barbeiro no passado e começa a atrair suas vítimas ao local. Após aparar a barba das mesmas, o serial-killer as executa e entrega seus corpos à sua cúmplice, para que a mesma utilize os corpos dos mesmos como ingrediente na composição de suas tortas, eliminando assim as evidências dos crimes.




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Onde os Fracos Não Têm Vez
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 30-01-2008 23:06

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Lembro-me que em meu artigo sobre os possíveis vencedores do Oscar apostei em “Onde os Fracos Não Têm Vez” como vencedor do prêmio principal. Entretanto, na época ainda não o havia assistido e para realizar tal afirmação apostei na popularidade que o mesmo vem conquistando entre os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Após o assistir a pouquíssimos dias atrás concluí que o mesmo é um filme revolucionário, inovador e inteligente, ou seja, a típica obra que geralmente recebe uma indicação ao Oscar de Melhor Filme, mas infelizmente não vence o prêmio. Isso acontece porque a Academia geralmente gosta de ver produções arriscando em inovar a linguagem cinematográfica, mas os membros que compõe a mesma acabam dando preferência a filmes, digamos, mais redondinhos. Quer um exemplo disso? Em 1995 o excelente “Pulp Fiction” perde o Oscar de Melhor Filme para o apenas ótimo “Forrest Gump”. Contudo, mesmo o longa dos Cohen tendo poucas chances de derrotar o de Paul Thomas Anderson (a não ser que este também seja inovador demais), minha aposta para melhor filme continua sendo este ótimo (e apenas ótimo) “Onde os Fracos Não Têm Vez”.



Sinopse: Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).





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Juno
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 30-01-2008 22:31

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Quando li em um site especializado em Cinema (mais precisamente o Cinema em Cena) que este “Juno” havia sido indicado a quase todas as principais categorias do Oscar deste ano logo, imaginei que o mesmo seria o “Pequena Miss Sunshine” de 2008. Afinal de contas, trata-se de um filme leve e simples, com um senso de humor extremamente descompromissado, personagens extravagantes, aborda temas complexos com singularidade e é claro, é uma obra cinematográfica extremamente redondinha (com o perdão de ter colocado o adjetivo em sua forma diminutiva, mas isto acaba retratando bem o que o filme representa). Enfim, é o típico longa que acaba caindo nas graças dos componentes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e é indicado ao Oscar. Contudo, ao contrário de “Pequena Miss Sunshine”, considerei “Juno” fascinante e digno de todas as indicações que conseguiu.



Sinopse: Juno MacGuff (Ellen Page) é uma típica adolescente que toma as rédeas de sua vida de uma forma calma e despreocupada ao embarcar em uma emocionante aventura de nove meses a caminho da vida adulta. Esperta e muito peculiar, Juno tem seu próprio ritmo, mas por trás de seu exterior durão, existe uma garota que simplesmente tenta entender as coisas. Até que uma típica tarde entediante torna-se uma aventura quando ela decide transar com o charmoso e discreto Bleeker. Quando descobre que ficou grávida, Juno bola um plano para encontrar os pais perfeitos para o futuro bebê.




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