Não faz muito tempo que assisti a este “Metropolis”
pela primeira vez. Foi durante umas férias de julho, em 2.006, salvo engano de
minha parte. Loquei-o na vídeolocadora com grandes expectativas, afinal de
contas, qual cinéfilo que se preze não gostaria de conferir a obra-prima de
Fritz Lang, que é também considerada o maior marco na história do Cinema
expressionista alemão? As expectativas aumentaram ainda mais quando li uma
crítica afirmando que o longa possuía críticas muito bem desenvolvidas contra o
Capitalismo, contra a dependência que o homem contemporâneo possui em relação
às máquinas e a cruel exploração que a burguesia exerce sobre o proletariado.
Enfim, é o filme que todo o cinéfilo revoltado com o sistema adoraria assistir
e, no meu caso, não foi diferente, principalmente agora que o assisti pela
segunda vez e pude observar a obra com um olhar ainda mais crítico.
Admito
vergonhosamente que os meus conhecimentos sobre o Cinema asiático, sobretudo o
japonês, são bem limitados. O estranho é que admiro muito a cultura deste
continente e, acima de tudo, do Japão. Sempre nutri um fortíssimo interesse
sobre a história japonesa, principalmente no que diz respeito ao período
Yamato, mas, curiosamente, nunca me preocupei em conhecer de maneira mais
branda a sétima Arte proveniente da atual segunda maior potência econômica mundial. Reparando
este erro apenas agora (antes tarde do que nunca), optei por locar alguns
filmes do maior gênio do cinema japonês e analisar os mesmos. O primeiro fora “Yojimbo”, filme cuja crítica já fora
postada aqui mesmo, nesta sessão do site. Agora, optei por “Os Sete Samurais” que, não só é
considerado o mais importante filme oriental de todos os tempos, como também
uma das quinze melhores obras da história do Cinema e uma experiência obrigatória
no currículo de qualquer indivíduo que se julgue cinéfilo.
Detesto passar
pela sensação a qual estou passando agora, após terminar de assistir a este “Yojimbo”.
Não, nada pessoal contra o filme, que por sinal é excelente, mas sim quanto ao
fato de ter de avaliá-lo do ponto de vista artístico. Só para citar um exemplo,
quando escrevi uma crítica sobre “Platoon” (nunca cheguei a publicar tal
crítica) mencionei na mesma que achava o filme fabuloso, perfeito, mas
artisticamente falando o mesmo possuía algumas falhas e estas não poderiam
passar batidas. O mesmo ocorre com este “Yojimbo”, com a diferença de
que, desta vez, darei ao mesmo uma nota mais alta do que eu acredito que ele
mereça. O pior de tudo é que estou fazendo isto me espelhando no remake
que Sergio Leone lançou em cima do filme de Kurosawa, o clássico de western
“Por um Punhado de Dólares”. Reconheço que este “Yojimbo”,
artisticamente falando, é superior ao longa protagonizado por Clint Eastwood,
mas do ponto de vista pessoal, considero o filme italiano bem mais cativante
(mesmo atribuindo nota 8,5 para este e nota 9,0 para a produção japonês).
Enfim, estes são os ossos do ofício, não é sempre que se pode ser extremamente
subjetivo, não é mesmo?
Voltando apostar na sessão de “Filmes Clássicos”,optei por reeditar este texto de “A Lista de Schindler”, que havia publicado no site Cinema em Cena a cerca de doisou três anos atrás e postá-lo aqui no Papo Cinema. Entretanto, minha intençãonão era assistir ao longa novamente, almejava apenas dar uma analisada notexto, mudá-lo em alguns pontos, e postá-lo, mas não resisti e acabei assistindo ao filme pela terceira vez em minha vida. A sensação não pôde serdiferente, mais uma vez me derreti em lágrimas ao final da obra-prima de Steven Spielberg (oras, homens também choram, e também possuem sentimentos, não?). Logo após o término da sessão, reli o meu texto e optei por alterá-lo em algumas partes. O resultado o leitor poderá conferir logo mais abaixo, onde não poupei elogias para explanar sobre um de meus quinze filmes prediletos.
Provavelmente, uma das despedidas mais
tristes da história do Cinema. Não que o filme em si, ou o seu desfecho, seja
melancólico, longe disso, mas a verdade é que não deve ter sido nada fácil para
os fãs da saga (que em 1983 já eram muitos espalhados por todo o mundo) se
acostumarem com a idéia de que jamais ouviriam novamente nos cinemas a respiração
profunda, assustadora e ofegante do mais marcante vilão que a sétima Arte já
nos apresentou. O que seriam dos milhões de nerds lucasmaníacos sem os
golpes de sabre de luz desferidos por Luke Skywalker? Sem as batalhas espaciais
magistralmente comandadas por Han Solo? Sem o charme e a independência feminina
de Leia Organa? Sem os rugidos incompreensíveis de reclamação de Chewbacca? Sem
a dinâmica da atrapalhada dupla de dróides R2-D2 e C3PO? Pois é, em 1983 eu nem
ao menos havia nascido, ou melhor, nasci apenas no final deste ano, quando o
filme já havia estreado, mas mesmo assim já posso imaginar toda a melancolia
que se alastrou nos fãs do mundo todo acerca desta magnífica saga que
revolucionou o modo de se fazer os chamados “filmes-pipoca”.
É uma grande
honra e um grande esmero para mim, poder, finalmente analisar este quinto
episodio da saga “Star Wars”. Que
venerei veementemente a mesma durante a minha infância, isso todos que
acompanham o meu trabalho já sabem, agora, o meu carinho em especial por este
quinto episódio está sendo revelado em primeira mão aqui, nesta pré crítica do
longa. Sinceramente, não consigo descrever, demonstrar em palavras, o quão
importante esta verdadeira Obra-Prima do Cinema fora para o desenvolvimento de
minha paixão pela Sétima Arte. Meu pai lembra-me até hoje da minha reação
enquanto assistia ao filme pela primeira vez e, ao ver o protagonista Luke
desconcentrando-se de seu treinamento para se tornar um Jedi, acabara,
involuntariamente, derrubando o simpático dróide R2-D2. Curioso como sempre fui
(e agora, sabe-se lá o porquê, não sou mais), tratei de perguntar ao meu
progenitor: “Pai, por que o R2 caiu?”.
Sei que a frase é clichê, mas enfim: “Bons
tempos aqueles”.
Uma das questões
mais polêmicas envolvendo a crítica de Cinema encontra-se na eterna discussão
sobre a avaliação de um filme ser realizada tomando por base a época de
lançamento deste ou o modo como o mesmo envelheceu. Sempre fui crítico ferrenho
das análises que levam em conta o envelhecimento do filme. Em primeiro lugar,
porque a crítica, na grande maioria dos casos, avalia filmes que estão
estreando nos cinemas de seu respectivo país e, muito dificilmente, avaliará os
mesmos daqui a cinco anos, que seja. Sendo assim, se a grande maioria dos
filmes que são criticados têm por base o período em que foram lançados, por que
não fazer o mesmo com os clássicos? Em segundo lugar temos os filmes que
revolucionam em sua parte técnica, como é o caso de obras do naipe de um “Metropolis”, “King Kong”, “2001 – Uma
Odisséia no Espaço” e, obviamente, este “Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança”. Em 1977 ninguém
ousaria dizer que este quarto episódio da saga (quarto cronologicamente
falando, pois foi o primeiro a ser lançado nos cinemas do mundo todo) conta com
efeitos visuais obsoletos, muito pelo contrário, o filme era altamente inovador
na época no que diz respeito a este quesito. Entretanto, se o analisarmos
fazendo um paralelo com os filmes atuais (inclusive com a nova trilogia – “Star Wars”, que engloba os episódios I,
II e III da saga, cujas críticas encontram-se nesta seção do site, logo mais
abaixo), o longa, muito bem dirigido por George Lucas, poderá ser tido como
obsoleto no que se refere a efeitos visuais. E sejamos francos, podemos
considerar uma obra-prima desta magnitude obsoleta? Certamente que não.
Lembro-me que
quando fui assistir a este terceiro episódio no cinema (desta vez sozinho, como
eu gosto) meu fanatismo pela saga “Star
Wars” havia sido reduzido consideravelmente (foi em 2.005, eu estava com 21
anos na ocasião), principalmente em virtude do impacto que a trilogia “O Senhor dos Anéis” havia causado em mim
e também pelo fato de, na época, os meus gostos cinematográficos estarem
completamente voltados aos filmes cult
de Arte, sendo assim, ao invés de passar algumas horas assistindo a um blockbuster eu preferia muito mais
aproveitar o tempo assistindo a um Kubrick, ou um Bergman, ou um Fellini.
Felizmente venci o preconceito que possuía na época e, atualmente, apesar de
preferir muito mais os chamados cult
de Arte, valorizo, e muito, os blockbusters.
Tendo em vista isso, vejo-me capaz agora de avaliar este longa como o mesmo
realmente deve ser avaliado: como um ótimo filme comercial.
Lembro-me muito
bem da primeira vez em que assisti a este filme. Fui ao cinema junto de dois
amigos (algo raro de se acontecer, pois geralmente vou ao cinema sozinho) e
encontrava-me no auge de meu fanatismo incondicional por “Star Wars”. Lembro-me que, na época (foi em 2002, eu possuía 18
anos), só havia uma coisa que me atraia mais do que a saga dirigida por George
Lucas: o estilo musical Heavy Metal,
em especial o melódico produzido na Alemanha (não citei o substantivo “mulher”
aqui, pois soaria clichê demais). No mais, tudo que me vinha à mente estava,
direta ou indiretamente, voltado à saga “Star
Wars”, tudo mesmo. Quando assisti ao filme pela primeira vez, como não
poderia deixar de ser, achei-o perfeito. Hoje em dia, com o fanatismo pela
série bem menor que durante a época supracitada, pude conferir o mesmo
utilizando a razão acima de tudo e constatar que, apesar de ótimo, o filme
conta com algumas visíveis falhas, conforme o leitor poderá constatar no texto
a seguir.
Pois é, sei
muito bem que este primeiro episódio da saga “Star Wars” está longe de ser um clássico absoluto da Sétima Arte,
ao contrário dos episódios IV, V e VI que são um marco na história da mesma,
mas decidi postar a crítica deste longa (e as dos outros dois episódios que
acompanham esta nova trilogia filmada nos anos de 1.999, 2.002 e 2.005) na
subseção de “filmes clássicos” acreditando ser interessante manter as análises
de todos os seis filmes bem próximas uma da outra. Quanto à atitude que me
levou a analisar todos os seis filmes, esta reflete a quatro fatores. Primeiro:
adquiri recentemente a tão falada edição comemorativa de 30 anos de lançamento
do quarto episódio da série e decidi, é claro, assisti-la o quanto antes, só
que para isso achei que seria interessante assistir aos episódios iniciais,
fazendo-o na ordem cronológica, e não na ordem de lançamento; segundo: a
animação “Star Wars – Guerras Clônicas”
estréia nos cinemas do Brasil muito em breve (próximo dia 15), nada mais
conveniente então do que entrarmos no mágico clima “Guerra nas Estrelas”; terceiro: nunca critiquei nenhum dentre os
seis filmes da saga em toda a minha vida; quarto e último: sou fã incondicional
da saga e torna-se vergonhoso, na condição de crítico de Cinema, nunca ter analisado
a mesma, portanto, é uma obrigação moral a minha fazê-lo agora.