Assisti a este
filme, junto de um amigo meu, durante este último mês de julho enquanto
encontrava-me de férias universitárias. Segundo este meu amigo, o filme era
obrigatório a todas as pessoas que se dizem apaixonadas por Direito Processual
Civil (o que não é o meu caso, já que faço curso de Direito, mas confesso não
nutrir a menor paixão pelo mesmo, diferentemente dele que cursa e ama
incondicionalmente a matéria) e por Jornalismo (este sim um curso que me atrai
muito mais e passará a ser prioridade minha assim que encerrar a faculdade de
Direito). Enfim, locamos o filme e durante uma noite de terça assistimos ao
mesmo. Confirmei que o longa era realmente quase tão sensacional quanto ele
afirmara, com a diferença de que não achei-o perfeito, conforme o leitor poderá
conferir no texto a seguir.
O gênero comédia
muito provavelmente é o gênero cinematográfico mais difícil de ser criticado e
analisado de maneira convencional, como os críticos de Cinema o fazem. Não são
todas as pessoas que partilham o mesmo senso de humor de uma outra pessoa, assim
sendo, é muito provável que aquilo que para mim soa hilário, a outras pessoas
soe extremamente sem graça, fato que dificulta muito a análise deste “Superbad – É Hoje!”. Para muitas
pessoas, esta comédia é nada mais que um outro besteirol americano almejando o
seu lugarzinho ao Sol, mas para mim, é um longa que, apesar de falho em alguns
casos, se mostra um ótimo divertimento, além de contar com um humor bastante
ousado em determinados momentos, conforme o(a) prezado(a) leitor(a) poderá
constatar na crítica que tecei sobre o filme.
Para ser sincero
ao leitor (como sempre costumo ser), não estava com a menor inspiração de
assistir e, muito menos, criticar este “Batman
Begins”, mas haja visto que a seqüência deste longa estréia nos principais
cinemas do Brasil e do Mundo na próxima sexta, não me restou outra alternativa
senão fazê-lo antes da estréia de “The
Dark Knight”, um dos blockbusters mais aguardados desta temporada (senão o
mais aguardado). Ao contrário da grande maioria dos cinéfilos, não aguardo o
próximo filme do homem-morcego com tanto entusiasmo. Os motivos? Bem, creio que
se o leitor ler o meu texto poderá compreender perfeitamente às ressalvas que
possuo contra esta nova saga do mais conhecido cidadão da história de Gotham
City, apesar de reconhecer que este primeiro episódio da nova série possui
muitas qualidades.
Desde que este
filme foi aos cinemas de todo o Brasil no início de 2.008 sempre tive muita
vontade de assisti-lo, mas fui impossibilitado de fazê-lo. Por que? Em primeiro
lugar, moro em uma cidade cuja administração pública (e quero deixar bem claro
que não estou criticando a administração pública) não valoriza muito a cultura
de sua população local (até mesmo porque esta não faz questão nenhuma de obter
cultura e emergir do oceano de frivolidades em que se encontra mergulhada há
quase 150 anos), sendo assim, os investimentos para que um lançamento nacional
estréie aqui no mesmo dia que nas demais cidades do país inteiro são pífios. Em
segundo lugar, quando o filme finalmente estreou nos cinemas da cidade onde
resido, eu me encontrava impossibilitado de o fazer, pois estávamos próximos ao
Oscar e era imprescindível que eu passasse todo o meu tempo livre dedicando-me
a assistir aos principais indicados à premiação mais importante do Cinema.
Ironicamente, neste mês de julho, a mesma administração pública que não
valoriza tanto a cultura da população local (e, sinceramente, nem deveria, já
que jamais obteria retorno) investiu em um projeto alcunhado de “Julho
Cultural”, onde, durante todo o mês, os habitantes da cidade poderiam
contar com diversas manifestações culturais gratuitas. Dentre tais
manifestações culturais temos também a exibição de alguns filmes gratuitos e
este “Meu Nome Não é Jhonny” está entre tais filmes. Enfim, realizando
um prévio agradecimento à Secretaria da Cultura e Turismo de minha cidade pela
oportunidade, dou início a esta crítica.
Desde que me dou
por gente sou fã incondicional de tudo o que tenha uma forte dose de fantasia
em seu contexto. Para se ter uma idéia, “Caverna
do Dragão” era o meu desenho predileto quando criança. Quando fiquei
sabendo que este “As Crônicas de Nárnia”
havia sido o maior inspirador de “Caverna
do Dragão” e que eu nem ao menos havia lido o livro de C.S. Lewis ainda,
decidi que precisava fazê-lo urgentemente. Mas de onde eu tiraria tempo para fazê-lo?
Foi aí que me dei conta de que a única solução seria apelar para o filme e
tentar ignorar as diversas críticas negativas tecidas contra o mesmo. O
resultado, como já era de se esperar, foi extremamente negativo e o longa de Andrew
Adamson se revelou uma péssima experiência conforme o leitor poderá constatar
mais abaixo na crítica do filme.
Completando a
minha saga de assistir a filmes cujos protagonistas se revelam altamente
subversivos decidi assistir a este sensacional e recente “Na Natureza Selvagem”. Confesso ser um pouco suspeito para falar de
tal filme, pois ele reúne tudo o que mais me chama a atenção em uma obra
cinematográfica: um personagem idealista e desregrado a bens mateirias, uma
trilha sonora composta e interpretada pelo líder de uma de minhas bandas
prediletas (no caso o intérprete é Eddie Vedder, líder da banda Pearl Jam) e ideais
niilistas passivos abordados e debatidos de uma maneira raramente vista em Hollywood. Isso
sem contar o espírito aventureiro do protagonista, que condiz completamente com
a minha personalidade (mesmo sendo sedentário ao extremo, sinto que há um viajante
incansável dentro de mim).
Acredito estar tendo um sério problema com a maneira fria como os
filmes têm sido desenvolvidos recentemente. A última vez que senti algo
parecido com o que senti agora a pouco, enquanto assistia a este “Conduta de Risco” (mais um título nacional tão ridículo, apelativo e gratuitamente descartável quanto “Senhores do Crime”), foi quando assisti a “Desejo e Reparação”.
Não sei exatamente o porquê, mas a maneira fria como tais filmes foram
desenvolvidos acabaram colocando uma espécie de muralha
anti-sensibilidade artística entre mim e as obras cinematográficas em
questão. É aí que o leitor comenta: “___ Isso acontece porque você simplesmente não gosta de filmes desenvolvidos friamente.”. Pois eu digo justamente o contrário, adoro filmes frios. Querem uma prova disso? O meu 2° filme predileto é “2001 – Uma Odisséia no Espaço”
e, cá entre nós, existe filme mais frio que este? Pois é, acredito que
a única escapatória que me resta é apelar ao clichê e dizer que não se
fazem mais filmes frios, sensível e artisticamente, como se faziam
outrora.
Sinopse:Michael
Clayton (George Clooney) trabalha numa das maiores firmas de advocacia
de Nova York, tendo por função limpar os nomes e os erros de seus
clientes. Tendo trabalhado anteriormente como promotor de justiça e
vindo de uma família de policiais, Clayton é o responsável por realizar
o serviço sujo da firma Kenner, Bach & Ledeen, que tem Marty Bach
(Sydney Pollack) como um de seus fundadores. Apesar de estar cansado e
infeliz com o trabalho, Clayton não tem como deixar o emprego, já que o
vício no jogo, seu divórcio e o fracasso em um negócio arriscado o
deixaram repleto de dívidas. Quando Arthur Evans (Tom Wilkinson), o
principal advogado da empresa, sofre um colapso e tenta sabotar todos
os casos da U/North, uma empresa que é cliente da Kenner, Bach &
Ledeen, Clayton é enviado para solucionar o problema. É quando ele nota
a pessoa em que se tornou.