Desde que este
filme foi aos cinemas de todo o Brasil no início de 2.008 sempre tive muita
vontade de assisti-lo, mas fui impossibilitado de fazê-lo. Por que? Em primeiro
lugar, moro em uma cidade cuja administração pública (e quero deixar bem claro
que não estou criticando a administração pública) não valoriza muito a cultura
de sua população local (até mesmo porque esta não faz questão nenhuma de obter
cultura e emergir do oceano de frivolidades em que se encontra mergulhada há
quase 150 anos), sendo assim, os investimentos para que um lançamento nacional
estréie aqui no mesmo dia que nas demais cidades do país inteiro são pífios. Em
segundo lugar, quando o filme finalmente estreou nos cinemas da cidade onde
resido, eu me encontrava impossibilitado de o fazer, pois estávamos próximos ao
Oscar e era imprescindível que eu passasse todo o meu tempo livre dedicando-me
a assistir aos principais indicados à premiação mais importante do Cinema.
Ironicamente, neste mês de julho, a mesma administração pública que não
valoriza tanto a cultura da população local (e, sinceramente, nem deveria, já
que jamais obteria retorno) investiu em um projeto alcunhado de “Julho
Cultural”, onde, durante todo o mês, os habitantes da cidade poderiam
contar com diversas manifestações culturais gratuitas. Dentre tais
manifestações culturais temos também a exibição de alguns filmes gratuitos e
este “Meu Nome Não é Jhonny” está entre tais filmes. Enfim, realizando
um prévio agradecimento à Secretaria da Cultura e Turismo de minha cidade pela
oportunidade, dou início a esta crítica.
Ficha Técnica: Título
Original: Meu Nome Não é Johnny Gênero: Drama Tempo de Duração: Ano de Lançamento (Brasil): 2008 Site Oficial:www.meunomenaoejohnnyfilme.com.br Estúdio: Atitude Produções / Sony Pictures Entertainment / Globo
Filmes / TeleImage / Apema Distribuição: Sony Pictures Entertainment / Downtown Filmes Direção: Mauro Lima Roteiro: Mariza Leão e Mauro Lima, baseado em livro de Guilherme Fiúza
Produção: Mariza Leão Música: Fábio Mondego Fotografia: Uli Burtin Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto Figurino: Reka Koves Edição: Marcelo Moraes Elenco: Selton Mello (João Guilherme
Estrella), Cléo Pires (Sofia), Júlia Lemmertz (Mãe de João),
Rafaela Mandelli (Laura), Eva Todor (D. Marly), André di Biasi (Alex), Giulio
Lopes (Pai de João), Cássia Kiss (Juíza), Ângelo Paes Leme (Julinho), Orã
Figueiredo (Oswaldo), Hossen Minussi (Wanderley), Luís Miranda (Alcides), Gillray
Coutinho (Advogado), Kiko Mascarenhas (Danilo), Flávio Bauraqui (Charles), Aramis
Trindade (Taínha), Neco Vila Lobos (Carlos), Charly Braun (Felipe), Felipe
Martins (Fernando), Roney Villela (Hércules), Wendell Bendelack (Sininho), Ivan
de Almeida (Carcereiro), Flávio Pardal (Boneco) e Rodrigo Amarante.
Sinopse: João Guilherme Estrella (Selton
Mello) é um jovem carioca de classe média que, após envolver-se com as drogas,
torna-se altamente dependente das mesmas e, com o propósito de sustentar o vício,
torna-se narcotraficante. Conforme o tempo vai passando, Estrella vai se
firmando como um dos chefões do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, mas ele
mal sabe que a polícia está cada vez mais próxima de capturá-lo.