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Na Natureza Selvagem
(1 voto)
 

Por Daniel Esteves de Barros, no dia 26-04-2008 01:39

Visualizações : 216    

Favoritos : Nenhum


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Compreenda melhor o nosso método de avaliação.


Completando a minha saga de assistir a filmes cujos protagonistas se revelam altamente subversivos decidi assistir a este sensacional e recente “Na Natureza Selvagem”. Confesso ser um pouco suspeito para falar de tal filme, pois ele reúne tudo o que mais me chama a atenção em uma obra cinematográfica: um personagem idealista e desregrado a bens mateirias, uma trilha sonora composta e interpretada pelo líder de uma de minhas bandas prediletas (no caso o intérprete é Eddie Vedder, líder da banda Pearl Jam) e ideais niilistas passivos abordados e debatidos de uma maneira raramente vista em Hollywood. Isso sem contar o espírito aventureiro do protagonista, que condiz completamente com a minha personalidade (mesmo sendo sedentário ao extremo, sinto que há um viajante incansável dentro de mim).

 

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Sinopse: Traumatizado com as sérias discussões dos pais por motivos financeiros e completamente indisposto a levar uma vida “normal” como a maioria das pessoas o fazem, Christopher McCandless (Emile Hirsch) abandona toda a vida confortável que possuía e parte em uma viagem rumo ao Alasca, local em que pretende viver o resto de seus dias, longe da civilização e de bens materiais, convivendo unicamente com a natureza selvagem. Baseado em fatos reais.




Crítica:

 

 

Da mesma forma que considero o magnífico “Clube da Luta” o maior e mais aprofundado estudo sobre o niilismo ativo que o Cinema já produziu, passo a considerar este “Na Natureza Selvagem” o maior e mais aprofundado estudo sobre o niilismo passivo que a sétima Arte já realizou. Baseado na estória real de Christopher McCandless (Emile Hirsch em uma atuação ainda mais impecável que a realizada no ótimo “Alphadog”), o roteiro do filme se mostra extremamente sublime não só na construção de seu protagonista, como também na construção dos personagens secundários (que são muito numerosos e todos bastante interessantes), na elaboração dos motivos que realmente levaram Chris a cometer tal ato “insano” (se é que se pode alcunhar de insano tal ato) e no desenvolvimento da estória em si, tal como a brilhante decisão de dividi-la em capítulos cujos títulos nos remete à sensação do nascimento e amadurecimento de um novo ser dentro do protagonista. Por exemplo, quando Chris decide dar intróito a este novo estilo de vida que almejou seguir, o capítulo I do filme recebe a alcunha de “Nascimento”, ao passo que, o último capítulo, que é justamente quando o personagem atinge o auge de sua aventura, ou seja, amadurece ao extremo, recebe o título de “Sabedoria”. A estrutura narrativa do filme também é um espetáculo a parte e opta inteligentemente por alternar entre seguir uma seqüência linearmente episódica enquanto narra a estória principal do longa e uma estrutura não-linear quando mostra, através de flashbacks¸ o passado de Chris, realizando um amplo estudo dos motivos que o levou a tomar tais decisões no início de sua vida adulta. A fotografia de “Na Natureza Selvagem” é, disparada, uma das maiores qualidades do longa e é ainda mais engrandecida devido à direção magnífica de Sean Pean. E falando em Pean, o diretor realiza aqui um trabalho digno do Oscar que nem ao menos concorreu, ofertando ao público uma direção ágil, revolucionária e repleta de deeps, horizontals e verticals travelings. O melhor road-movie que já tive a oportunidade de assistir.

 

 

Avaliação Final: 10,0 na escala de 10,0.



   
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